O lugar social da mulher negra

Atualizado: 29 de Abr de 2020



O lugar social da mulher negra é lutar e resistir pela liberdade de expressão, contra o sofrimento e a pobreza. É um lugar de cura de dores ancestrais, da luta de suas bisavós nos porões de navios, de suas avós lavadeiras de roupas dos brancos, de suas mães domésticas sem oportunidade de estudo. O lugar da mulher negra é de resistência ao sistema capitalista que repassa a conta de suas crises econômicas nas costas das pessoas mais pobres, principalmente mulheres de etnias negras e indígenas. É o lugar de existir, existir e existir num mundo que nem todas tem o mesmo direito de existir. É soltar todas as vozes de opressão, as palavras engolidas, que foram presas, em busca da equidade de oportunidades. O lugar da mulher negra é construído quando ela abre os olhos para fazer suas escolhas, para ver e sentir o que pode ser, sem a necessidade de se tornar fetiche de ninguém. Seu lugar é o lugar de fala, de voz, contando suas vivencias, em rodas de conversas, em saraus de poesia, em aulas, em cineclubes, grupos de teatro, grupos de audiovisual, em redes sociais, encontros e rolês. O seu lugar é na luta contra o racismo, o machismo, as desigualdades sociais. Seus passos vem de longe sendo traçados desde porões e senzalas, mas muito antes, desde reinados e grandes civilizações africanas. Seu lugar é continuar escrevendo, contando a história do seu povo e ocupando espaços, como vozes ecoando. Hoje, a resistência se dá também pelo estudo, enriquecendo conhecimentos, conseguindo uma profissão e ocupando espaços como a universidade, espaços que lhes foram negados, a suas ancestrais. Suas bisavós, avós e mães tiverem a infância roubada, mas diversas meninas, hoje, têm o direto a brincadeira. O lugar da mulher negra é o lugar de escritora de uma literatura que conta para o mundo sobre o seu lugar. É o lugar de cientista, artista, técnica, tradicionalista, advogada, juíza, empreendedora, cineasta, coordenadora de projeto social, pedagoga, o lugar que ela sonhar viver.


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Texto coletivo escrito e revisado, das jovens Michele Nascimento, Juliane Santos, Cassandra Oliveira da Cruz, Vânia Soares, Regiane Rosa Cruz, Marielle Santos, Julia Veiga, a partir da poesia Vozes-Mulheres da escritora negra Conceição Evaristo, em aulas vivenciais e diálógicas de "redação e literatura" com a professora Líllian Pacheco sobre os gêneros literários, lírico e narrativo, utilizando a metodologia da Pedagogia Griô, no curso ON LINE preparatório para o ENEM do Grãos de Luz e Griô.

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